domingo, 4 de dezembro de 2011

Que bacalhau, que nada!

Famosa no Brasil pela excelente qualidade de seu bacalhau, que já foi até tema de escola de samba na Marquês de Sapucaí, a Noruega possui muito mais qualidades e características incríveis que certamente farão sua viagem à Escandinávia valer a pena!
Durante os 20 dias que passei por lá, vi cenários incríveis e passei um friozinho daqueles - mesmo tendo pego o final do verão norueguês.

Nossa viagem começou em Oslo, com uma sexta ensolarada que nos permitiu passear pela cidade, ver as ruas do centro, as reformas no castelo real e tomar sorvete na beira do píer! Mesmo em se tratando de uma capital, Oslo tem um ritmo diferente, menos acelerado e mais contemplativo. As ruas não são lotadas, o trânsito não é caótico e os cafés e livrarias estão cheios de gente conversando, comendo algo ou fumando (como fumam...!). Meu marido disse que este é o ritmo europeu (e de Europa ele entende bem mais do que eu!). Nos dois dias seguintes fomos ao imperdível Vigeland Sculpture Park, ao tradicional The Viking Ship Museum, ao curioso Norsk Folkemuseum, à famosa National Gallery e ao ecológico National History Museum.

Aliás, deixe-me logo dizer uma coisa. Se você não gosta de museus, meu amigo, não vá à Noruega. Ou senão até vá, mas vá rapidinho! Museus noruegueses são atrações obrigatórias no roteiro de quem quer conhecer o país. São muitos e sobre os mais variados temas, permitindo que você conheça os diversos aspectos da história e da cultura norueguesa. Mas se você, como eu, é chegado numa visitinha a museus, sugiro comprar logo o Oslo Pass assim que chegar na cidade, pois ele te dá acesso gratuito aos meios de transporte público e a quase todos os museus. Encontrei passes semelhantes a este em outras cidades que visitei e normalmente a relação custo/ benefício vale a pena!

Algumas imagens saudosas de Oslo...


  
  







Em seguida, fomos para Tonsberg, cidade mais antiga da Noruega, onde passei o maior tempo da viagem (dez dias!), devido ao curso do maridão. Cidade pequena, litorânea e com cerca de 40 mil habitantes, Tonsberg parece uma cidade de boneca, repleta de casinhas coloridas, ruas estreitas e as crianças mais fofas da face da terra! A cidade deve bombar no verão, já que todos os guias mostram atrações como mergulho, pesca, corridas de barcos e um monte de gente de short num céu azul de verão! Infelizmente, não era mais verão e a badalação tinha ido embora juntamente com o calor.

Mas ainda assim deu para passear pelo píer, fotografar as cores, tomar café e caminhar um monte...em três dias tinha visto tudo! O principal museu da cidade, o Haugar, estava fechado para reforma (se você passar por lá, lembra de me avisar se é bom!), mas outro ponto turístico importante, não: as ruínas de um forte medieval. Lugar lindo, com uma bela vista de 360 graus para toda a cidade e de onde se vê um pôr do sol fantástico!




O bom é que Tonsberg fica pertinho de outras cidades bem legais como Sandefjord e Horten, de modo que dava para pegar o trem de manhã cedinho, passar o dia fora e voltar no fim da tarde, bem a tempo de um jantar a dois no pier! Claro que jantar todo dia não dá...aliás, a comida na Noruega é um capítulo à parte. 

Cara, caríssima! Ficamos muitos dias à base de sanduíches, pois este não é um país indicado para viagens gastronômicas. Não que a comida não seja boa (também não é lá essas coca-colas todas...), mas o preço é que é péssimo! Para se ter uma idéia, um jantar bobo, com uma pizza e duas bebidas, saía na faixa dos 50, 60 dólares. Água? 4 dólares. Bebida alcoólica então, era quebra de orçamento! Mas em 20 dias de viagem, é claro que uma vez ou outra cometíamos alguns excessos (ou exceções!).

De Tonsberg seguimos para os últimos dois destinos: Bergen e Trondheim. Por enquanto seguem mais algumas imagens de Tonsberg e cidades vizinhas.
















Ah...e o bacalhau? Na verdade não encontrei nenhum por lá. O bacalhau deles é produzido para exportação e as receitas deliciosas ficaram mesmo com nossos patrícios portugueses.


Fotos: Andrea Bessa

Prólogo

Antes de começar, ou melhor, recomeçar, cabe dizer algumas coisas que tenho notado durante esse período de ausência, digamos, sabática. 


Ficar parada é bom até a página três!


Depois disso, corremos o sério risco de nos acostumarmos à inércia e, como disse uma amiga minha, emburrecer! Ficamos ligadas no modo "férias" ou, pior, no "preguiça", e simplesmente nos deixamos levar, sem procurar algo que ocupe a mente de modo útil e produtivo.


Cingapura, nesse caso, pode ser uma tentação. Com suas centenas de shoppings, cafés e restaurantes e uma graninha na mão, temos que nos cuidar para não ficarmos limitados ao estilo "comprar, comer, comprar de novo"!


Talvez tenha sido isso. Ou talvez tenha sido meu inconsciente sussurrando "não, não faça isso hoje...deixe para amanhã porque assim você sempre terá um compromisso pendente". E compromisso é sinal de ocupação que é sinal de utilidade que é tudo que eu preciso aqui!


Enfim, seja qual tenha sido o motivo, tentarei recuperar o tempo perdido - e com ele meu bom humor característico (ficar muito tempo parada provoca um mau humor desgraçado!). 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pé na estrada!

Ok, após muito esforço, consegui colocar todas as minhas coisas e do meu marido numa única mala (essas malditas companhias aéreas com limite rídiculo de bagagem!!!), o que me deixou bastante orgulhosa - e ele tremendamente surpreso...

Bem, considerando que estamos falando de uma mala grande, não seria muito difícil fazer tudo caber... SE a viagem fosse para um destino com clima tropical, quente, onde apenas uns vestidinhos, dois biquínis e um par de Havaianas seriam o bastante! Mas o destino, neste caso, é bem mais frio: Noruega!

Lindo país nórdico europeu onde, conforme me confessou um amigo ontem, somente existem duas estações: snow e no-snow! Ahhh, que maravilha para uma baiana como eu, que já está de casaquinho se fizer 21 graus. 

Bem, mas não há frio no mundo que um bom casaco não possa suportar, certo? Por isso, já me equipei com váááários e, cá pra nós, o frio nos deixa sempre chiquérrimos e elegantes!

Ok, voltando à viagem, serão três semanas em algumas cidades norueguesas, começando pela capital Oslo e seguindo por Tonsberg (onde ficaremos mais tempo devido ao curso do maridão), Bergen e Trondheim. Espero poder anotar tudo, pegar as melhores dicas, fotografar um monte e postar tudo aqui!

See you later! =)


Imagem: Google

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bali para brasileiros -III

Ok, mesmo com alguns (vários) dias de atraso, por conta de algumas confusões com um pé esquerdo que resolveu quebrar, segue a última parte de Bali para Brasileiros! 

Praias. Impossível não falar de Bali sem pensar em mar, ondas, sol e muito surf! E, de fato, foi com este imaginário coletivo que fui para a lua de mel, imaginando encontrar em cada pedacinho praia areias branquinhas e um mar esdtupidamente azul...


Bem...justamente por esta expecitativa criada, me senti frustrada nos três primeiros dias, pois as praias urbanas que conheci - incluindo as famosas DoubleSix e Kuta - não me encheram os olhos. Areia escura, uma saída fétida de esgoto na margem de DoubleSix e um mar mexido que me lembrou uma versão melhorada do mar sergipano de Atalaia. Tudo isso me fez pensar "oh God...porque não fomos para Tailândia?".


Contudo, sou brasileira e não desisto nunca! No quarto dia, finalmente alugamos uma motoca, estilo Bis - o que, meus caros, é quase obrigatório para turistas que saibam pilotar, afinal o aluguel é baratíssimo (50 mil rupias por dia) e a moto te dá muita mobilidade para percorrer a ilha e desbravar locais mais distantes.






Permitam-me apenas uma observação aqui: não esqueçam de fazer sua carteira de habilitação internacional! Apesar de no momento do aluguel não lhe pedirem nada, sequer perguntarem se você já subiu na moto alguma vez na vida, você pode ser pego de surpresa numa blitz e um policial pode lhe aplicar a multa de 1 milhão de rupias ou simplesmente perguntar quanto você tem na carteira e, adivinhe, ficar com sua grana! Também não aconselho tentar fotografar a blitz num impulso jornalístico de registrar o momento, pois depois eles mandam vc apagar tudinho da máquina...


Ok, voltemos à parte das praias. Com a moto, pudemos percorrer locais mais distantes - o que inclui, obviamente, as praias do sul da ilha. Aí sim vale a pena! Aí sim percebi que meu imaginário começava a virar realidade.
Nusa Dua, Gerger, Padang Padang (e lembrei da antiga famosa barraca de Salvador que ia com meu pai quando criança), Sanur...












...e, na minha opinião a melhor  de todas Ulu Watu! Paraíso dos surfistas e o local com a maior concentração de brasileiros por metro quadrado em Bali. Para se ter acesso à praia, primeiro é preciso subir, subir e subir uma espécie de montanha, de moto claro! Depois de estacionar a moto na entrada para a praia, prepare-se para...descer!








Não deixe a preguiça lhe abater, vale muito a pena e todo esforço será recompensado. A medida que vamos chegando perto da praia, vamos passando por diversas lojinhas de surf fazendo conserto de pranchas e o cheirinho de parafina vai tomando conta do ar. Até que, finalmente, atravessamos uma estreita saída de pedras e...voilá!








Maré baixinha, água super ultra transparente, muitos peixinhos e, ao fundo, ondas, muitas ondas.... Deixem-me pegar umas fotinhas emprestadas para mostrar melhor...










Muy bien, depois de cutir a praia, suba um pouquinho e vá ver o por do sol no BluePoint Hotel, onde por 250 mil rupias você tem direito a uma refeição um suco e uso irrestrito da piscina fantástica deles...encerrando seu dia com chave de ouro!








Gostaram? Eu amei!


That´s all Folks!


Fotos: Andrea Bessa

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bali para brasileiros - II

Muy bien!

Voltemos à Bali. Nem só de mar vive essa ilha da Indonésia... Bali também tem lindas áreas de florestas em seu interior. Fomos conhecer Ubud, uma das principais cidades localizada bem no centro de Bali, considerada capital cultural e recanto de diversos tipos de artes - a exemplo do Batik, típica arte de pintura em tecidos. 


Em Ubud, até o clima muda. Bate um ventinho frio de quem está na parte mais alta da ilha, diferente da brisa morna do litoral - que me lembra Salvador (saudade!). Nossa ida a Ubud tinha, inicialmente, um objetivo: almoçar num restaurante com vista para o vulcão Kintamani. Contudo, ao longo do percurso fomos notando que a viagem é mais interessante que o próprio objetivo.

Em Ubud vimos diversos templos, dos menores familiares ao grandes templos públicos, no qual precisamos vestir Sari para entrar (mas não se preocupem, eles oferecem a vestimenta no local). 


Quanto custa? Em tese, nada. Eles apenas pedem que você faça uma oferta de qualquer na saída. Justo. E por falar em religião, notei que os balineses são bastante religiosos. Em todos os lugares, de táxis a bares ultramodernos, sempre encontrava uma oferenda na forma de um pratinho com flores, alimentos e incenso. Na Indonésia, mais de 80% do povo é muçulmano e aproximadamente 10% são cristãos. Em Bali, porém, a maioria é hindu, segue umas religião chamada Bali-Hinduísmo. O que notei em conversas foi que há um respeito entre as religiões que me pareceu bem saudável.

Em Ubud também conhecemos a Floresta dos Macacos, cujo nome já é auto-explicativo. Também percorremos o centro da cidade, com várias lojinhas fofíssimas (mais uma tentação para o bolso!!!) e restaurantes bacanas. Depois seguimos nossa jornada rumo ao Kintamani, passando por pequenas vilas e arrozais, muitos arrozais.

Chegando no local, confesso que o restaurante poderia oferecer mais. Mas a vista valeu a pena, especialmente porque chegamos antes do nevoeiro que cobriu toda a vista para o vulcão - e quase nos impediu de tirar uma foto na qual desse para ver com clareza o dito cujo!


Saindo de Ubu, nossa última parada seria no Tanah Lot, templo que, cá pra nós, deixou os outros que vi no chinelo. Ok, não pude entrar, pois turistas não são permitidos no interior do templo, mas só de ser na beira do mar, num lugar fantástico e com um pôr do sol de tirar o fôlego....ufa! Vale demais, vale até a encheção dos vendedores de um mercado de pulgas que fica em frente à entrada do local que vai para o templo.

As minhas fotos de lá não ficaram muito boas, então vou pegar uma emprestada do Google para vocês terem uma idéia de como é e que quando digo que é na beira do mar, na verdade quero dizer dentro do mar!

A diferença é que no dia que fui a maré estava baixinha, como vocês podem ver.



Como disse no começo, nem só de praia vive Bali. Mas que praia é o forte, isso é! 

Na próxima vou contar como foram nossas andanças pelas praias da ilha em cima de uma motoca turbinada...




Fotos: Andrea Bessa e Google

domingo, 7 de agosto de 2011

Bali para brasileiros - I

Que "Comer, Amar, Rezar", que nada! Bali tem muito mais a oferecer do que Javier Bardem e Julia Roberts ousaram mostrar nos cinemas. Ok, confesso que foram apenas seis dias, mas vividos intensamente! Seja a pé, de táxi, de bike, de van ou em cima de uma motinha, tentei ver o máximo da ilha - que num primeiro momento não me provocou as melhores das impressões. 


A chegada no aeroporto foi caótica. Não sei se há um ranking oficial para os aeroportos mais bagunçados do mundo (meu amigo Renato Pinheiro afirma que o de Tomás e Príncipe é um escândalo de tão ruim...), mas se houvesse Bali estaria lá. Pelo menos na chegada. Levei mais de um hora somente para conseguir pagar o visto em meio a várias filas distintas e sem ninguém que conseguisse me explicar a diferença entre elas. Depois, fui tentar achar minhas malas - que estavam jogadas num canto fora da esteira...
Enfim, finalmente cheguei no táxi e vi pela primeira vez o trânsito de Bali. 


Sim, meus caros, Bali tem tráfego intenso, o tempo todo. E é um tráfego diferente, pois não há muita regra ou sinalização que estabeleça uma ordem de trânsito. São dezenas de motos disputando espaço com carros, bicicletas, pessoas e cachorros. Além da mão - que é inglesa - as ultrapassagens são tão frequentes quanto arriscadas. Mas, vai ver eu tinha pedido o pacote com emoção!


Finalmente após mais de uma hora de carro chegamos ao Astana Batubelig, que, deixem-me fazer uma observação, é um hotel incrível! Serviço de primeira e exclusividade total com luxo e muito conforto. 


Como já era por volta das 5 da tarde e não havíamos almoçado, resolvemos seguir a indicação do recepcionista e ir ao Nuri´s comer uma costela de porco ao molho barbecue que não deixa nada a dever ao famoso Outback! 


Depois, fomos curtir o pôr do sol na praia de Seminyak (em Bali o sol se põe por volta das 6 e meia da tarde) que era perto do hotel e, por ser uma praia bem urbana, não foi nem de longe das mais bonitas que existem em Bali. De modo que não voltamos mais lá, apesar das fotos terem ficado bacanas...rs





Em seguida, massagem básica numa dentre as várias casas de massagens que existem na região. Não, não me entendam mal. Quando digo casa de massagem, realmente me refiro a um lugar onde você vai pagar para ter massagem...e só. Em Bali existem diversas e os preços são sempre muito bons! Aliás, a moeda balinesa (rupia) é bastante desvalorizada quando comparada ao real (faça o teste num conversor de moedas), de modo que tudo fica MUITO barato! Garotas, não vale a pena encher a mala para ir a Bali, bastam alguns biquínis, uma canga, dois vestidos e um par de havaianas. 


Vocês vão querer ir às compras...creiam.


Enfim, após a massagem, banho e...bike! O hotel dispunha de algumas bicicletas e fomos pedalar por Batubelig até cansar as pernas e bater a fome de novo! Daí encerramos nossa noite no Café Degan, com um delicioso jantar que incluiu spring rolls com sweet chilli (bem diferente do nosso rolinho primavera) e um prato que não me recordo o nome, mas era cheio de camarões, leite de côco, ervas e...pimenta!




Delicious!


Fotos: Andrea Bessa

Casório!

Ok, muy bien...


O casamento finalmente aconteceu e foi tudo lindo! Muito melhor do que havia imaginado, mais bonito, mais alegre e mais cheio de saudade. Estar curtindo aquilo tudo me fez ter certeza de que o esforço havia valido a pena. Não somente esforço financeiro, afinal casar não é nada barato, mas esforço emocional, pois muito sentimento foi depositado durante semanas para transformar uma idéia em realidade.


E aí vai uma fotinha dos noivos!




Três dias depois do casamento viajamos de mala e cuia - e põe mala nisso - para Cingapura, de onde partiríamos para nossa lua de mel.


E é aí que começa a minha viagem.
E é aí que começa o meu blog.


Fotos: Arquivo pessoal