terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Chuva e churrasco...

Nem apenas de sol e céu azul vivem os dias de setembro na Noruega. Nosso próximo destino, Bergen, é considerada a cidade mais chuvosa da Europa. Sim, eu disse da Europa! Ou seja, mesmo sendo o melhor amigo de São Pedro, impossível não pegar sequer uma "garoinha" pelas ruas daquela que, durante muitos anos, foi a capital do país. Cercada de montanhas, Bergen é a segunda maior cidade da Noruega (perdendo apenas para Oslo) e uma tentação para quem gosta de artes, música, comidas e, para não perder o costume, museus.

Particularmente, fiquei mais encantada por Bergen do que pela própria capital. Talvez porque as paisagens, na minha modesta opinião, sejam mais bonitas. Mesmo tendo ares de capital, a cidade ainda conserva um charme quase interiorano, com casinhas coloridas "penduradas" nas montanhas e ruelas repletas de bares e cafés. 



Nossa estada em Bergen duraria apenas três dias e, logo na chegada à noite, fomos recepcionados por uma chuva que, conforme o bom e velho baianês, "comia no centro"! Tanto que para chegar ao hotel tínhamos que subir a pé uma ladeira, puxando uma mala pela calçada molhada e tentando não deixar a sombrinha virar do avesso, pois táxi não era uma boa opção financeira! Mas...vamo que vamo!

Por falar em hotel, ficamos no Bergen Travel Hotel, bem localizado no centro da cidade, perto de diversos restaurantes, museus, shoppings e a poucos metros das principais atrções turísticas.

Dica importante: não deixe a chuva ou o frio intimidarem você, Bergen é uma cidade gostosa de conhecer caminhando. Primeiro porque as distâncias são curtas e depois porque as paisagens são bonitas e devem ser apreciadas com calma. Apenas não esqueça de levar um bom casaco e uns dois pares extras de meias na mochila (para quando a chuva apertar).

Em Bergen, não deixe de visitar o Bryggen, bairro mais antigo e próximo ao porto considerado patrimônio da humanidade pela Unesco. O local é repleto de casinhas antigas e coloridas e abriga ainda o Bryggen´s Museum que conta a história do local, marcada por tragédias de grandes incêndios. No píer de Bryggen, não passe apenas pelas fachadas, entre em cada bequinho que puder, pois lá se escondem mais lojinhas, cafés e casas antigas.






Que tal uma vista diferente da cidade, do alto? Para isso, não deixe de ir ao Funicular e subir num bondinho até o topo da montanha Floyen, 320 metros acima do nível do mar. Já na subida você começa a ver paisagens incríveis, mas nada comparado às imagens do topo da montanha, de onde se tem uma visão ampla da cidade, mesmo numa tarde nublada como a minha.


A cidade ainda conta com atrações como o Aquário, o Mercado do Peixe, o Forte de Bergen e, claro, museus...muitos museus! Desde as tradicionais galerias de arte, passando por decoração, tecnologia e arquitetura antiga até o inusitado Museu da Lepra. Escolha seus preferidos e não deixe de visitar! 











De Bergen seguimos para nossa última parada, Trondheim - onde ficaríamos hospedados na casa de um casal de amigos brasileiros de meu marido. Foi apenas um fim de semana corrido, mas deu para notar que Trondheim também é linda, florida, colorida, limpinha e segura, assim como as demais cidades visitadas. 

Aproveitamos a manhã ensolarada de sábado (finalmente um pouquinho de sol após as chuvas "bergianas"!) para andar pela cidade, apreciar a famosa e imponente Catedral de Nidaros, passear pelos parques e desfrutar um almocinho num centro lotado de bares e restaurantes. À noite, fomos encontrar uns amigos num típico pub local, chamado Den Gode Nabo. Mesmo que você, como eu, não seja um fã de chopps e cervejas, a arquitetura do bar - que fica sobre a água - e os petiscos deliciosos valem uma visita!

No domingo aproveitamos a hospitalidade de nossos amigos e fizemos um programa típico de moradores, mas não tão comum para turistas: churrasco na praia, mesmo com o friozinho e um céu que insistia em nublar, foi uma experiência deliciosa! Além de matar a saudade de comer farofa, aproveitei a linda paisagem para fotografar um monte! Aliás, seguem algumas fotos de Trondheim.









Por fim, aproveitei minha última noite e a máquina de fazer waffles da casa do pessoal e me deliciei com dezenas de waffles regados à mel,  nutella e brown cheese! E foi neste clima caseiro que arrumei minha mala e encerrei meus 20 dias de passeio pela Noruega...

=)


Fotos: Andrea Bessa

domingo, 4 de dezembro de 2011

Que bacalhau, que nada!

Famosa no Brasil pela excelente qualidade de seu bacalhau, que já foi até tema de escola de samba na Marquês de Sapucaí, a Noruega possui muito mais qualidades e características incríveis que certamente farão sua viagem à Escandinávia valer a pena!
Durante os 20 dias que passei por lá, vi cenários incríveis e passei um friozinho daqueles - mesmo tendo pego o final do verão norueguês.

Nossa viagem começou em Oslo, com uma sexta ensolarada que nos permitiu passear pela cidade, ver as ruas do centro, as reformas no castelo real e tomar sorvete na beira do píer! Mesmo em se tratando de uma capital, Oslo tem um ritmo diferente, menos acelerado e mais contemplativo. As ruas não são lotadas, o trânsito não é caótico e os cafés e livrarias estão cheios de gente conversando, comendo algo ou fumando (como fumam...!). Meu marido disse que este é o ritmo europeu (e de Europa ele entende bem mais do que eu!). Nos dois dias seguintes fomos ao imperdível Vigeland Sculpture Park, ao tradicional The Viking Ship Museum, ao curioso Norsk Folkemuseum, à famosa National Gallery e ao ecológico National History Museum.

Aliás, deixe-me logo dizer uma coisa. Se você não gosta de museus, meu amigo, não vá à Noruega. Ou senão até vá, mas vá rapidinho! Museus noruegueses são atrações obrigatórias no roteiro de quem quer conhecer o país. São muitos e sobre os mais variados temas, permitindo que você conheça os diversos aspectos da história e da cultura norueguesa. Mas se você, como eu, é chegado numa visitinha a museus, sugiro comprar logo o Oslo Pass assim que chegar na cidade, pois ele te dá acesso gratuito aos meios de transporte público e a quase todos os museus. Encontrei passes semelhantes a este em outras cidades que visitei e normalmente a relação custo/ benefício vale a pena!

Algumas imagens saudosas de Oslo...


  
  







Em seguida, fomos para Tonsberg, cidade mais antiga da Noruega, onde passei o maior tempo da viagem (dez dias!), devido ao curso do maridão. Cidade pequena, litorânea e com cerca de 40 mil habitantes, Tonsberg parece uma cidade de boneca, repleta de casinhas coloridas, ruas estreitas e as crianças mais fofas da face da terra! A cidade deve bombar no verão, já que todos os guias mostram atrações como mergulho, pesca, corridas de barcos e um monte de gente de short num céu azul de verão! Infelizmente, não era mais verão e a badalação tinha ido embora juntamente com o calor.

Mas ainda assim deu para passear pelo píer, fotografar as cores, tomar café e caminhar um monte...em três dias tinha visto tudo! O principal museu da cidade, o Haugar, estava fechado para reforma (se você passar por lá, lembra de me avisar se é bom!), mas outro ponto turístico importante, não: as ruínas de um forte medieval. Lugar lindo, com uma bela vista de 360 graus para toda a cidade e de onde se vê um pôr do sol fantástico!




O bom é que Tonsberg fica pertinho de outras cidades bem legais como Sandefjord e Horten, de modo que dava para pegar o trem de manhã cedinho, passar o dia fora e voltar no fim da tarde, bem a tempo de um jantar a dois no pier! Claro que jantar todo dia não dá...aliás, a comida na Noruega é um capítulo à parte. 

Cara, caríssima! Ficamos muitos dias à base de sanduíches, pois este não é um país indicado para viagens gastronômicas. Não que a comida não seja boa (também não é lá essas coca-colas todas...), mas o preço é que é péssimo! Para se ter uma idéia, um jantar bobo, com uma pizza e duas bebidas, saía na faixa dos 50, 60 dólares. Água? 4 dólares. Bebida alcoólica então, era quebra de orçamento! Mas em 20 dias de viagem, é claro que uma vez ou outra cometíamos alguns excessos (ou exceções!).

De Tonsberg seguimos para os últimos dois destinos: Bergen e Trondheim. Por enquanto seguem mais algumas imagens de Tonsberg e cidades vizinhas.
















Ah...e o bacalhau? Na verdade não encontrei nenhum por lá. O bacalhau deles é produzido para exportação e as receitas deliciosas ficaram mesmo com nossos patrícios portugueses.


Fotos: Andrea Bessa

Prólogo

Antes de começar, ou melhor, recomeçar, cabe dizer algumas coisas que tenho notado durante esse período de ausência, digamos, sabática. 


Ficar parada é bom até a página três!


Depois disso, corremos o sério risco de nos acostumarmos à inércia e, como disse uma amiga minha, emburrecer! Ficamos ligadas no modo "férias" ou, pior, no "preguiça", e simplesmente nos deixamos levar, sem procurar algo que ocupe a mente de modo útil e produtivo.


Cingapura, nesse caso, pode ser uma tentação. Com suas centenas de shoppings, cafés e restaurantes e uma graninha na mão, temos que nos cuidar para não ficarmos limitados ao estilo "comprar, comer, comprar de novo"!


Talvez tenha sido isso. Ou talvez tenha sido meu inconsciente sussurrando "não, não faça isso hoje...deixe para amanhã porque assim você sempre terá um compromisso pendente". E compromisso é sinal de ocupação que é sinal de utilidade que é tudo que eu preciso aqui!


Enfim, seja qual tenha sido o motivo, tentarei recuperar o tempo perdido - e com ele meu bom humor característico (ficar muito tempo parada provoca um mau humor desgraçado!). 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pé na estrada!

Ok, após muito esforço, consegui colocar todas as minhas coisas e do meu marido numa única mala (essas malditas companhias aéreas com limite rídiculo de bagagem!!!), o que me deixou bastante orgulhosa - e ele tremendamente surpreso...

Bem, considerando que estamos falando de uma mala grande, não seria muito difícil fazer tudo caber... SE a viagem fosse para um destino com clima tropical, quente, onde apenas uns vestidinhos, dois biquínis e um par de Havaianas seriam o bastante! Mas o destino, neste caso, é bem mais frio: Noruega!

Lindo país nórdico europeu onde, conforme me confessou um amigo ontem, somente existem duas estações: snow e no-snow! Ahhh, que maravilha para uma baiana como eu, que já está de casaquinho se fizer 21 graus. 

Bem, mas não há frio no mundo que um bom casaco não possa suportar, certo? Por isso, já me equipei com váááários e, cá pra nós, o frio nos deixa sempre chiquérrimos e elegantes!

Ok, voltando à viagem, serão três semanas em algumas cidades norueguesas, começando pela capital Oslo e seguindo por Tonsberg (onde ficaremos mais tempo devido ao curso do maridão), Bergen e Trondheim. Espero poder anotar tudo, pegar as melhores dicas, fotografar um monte e postar tudo aqui!

See you later! =)


Imagem: Google

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bali para brasileiros -III

Ok, mesmo com alguns (vários) dias de atraso, por conta de algumas confusões com um pé esquerdo que resolveu quebrar, segue a última parte de Bali para Brasileiros! 

Praias. Impossível não falar de Bali sem pensar em mar, ondas, sol e muito surf! E, de fato, foi com este imaginário coletivo que fui para a lua de mel, imaginando encontrar em cada pedacinho praia areias branquinhas e um mar esdtupidamente azul...


Bem...justamente por esta expecitativa criada, me senti frustrada nos três primeiros dias, pois as praias urbanas que conheci - incluindo as famosas DoubleSix e Kuta - não me encheram os olhos. Areia escura, uma saída fétida de esgoto na margem de DoubleSix e um mar mexido que me lembrou uma versão melhorada do mar sergipano de Atalaia. Tudo isso me fez pensar "oh God...porque não fomos para Tailândia?".


Contudo, sou brasileira e não desisto nunca! No quarto dia, finalmente alugamos uma motoca, estilo Bis - o que, meus caros, é quase obrigatório para turistas que saibam pilotar, afinal o aluguel é baratíssimo (50 mil rupias por dia) e a moto te dá muita mobilidade para percorrer a ilha e desbravar locais mais distantes.






Permitam-me apenas uma observação aqui: não esqueçam de fazer sua carteira de habilitação internacional! Apesar de no momento do aluguel não lhe pedirem nada, sequer perguntarem se você já subiu na moto alguma vez na vida, você pode ser pego de surpresa numa blitz e um policial pode lhe aplicar a multa de 1 milhão de rupias ou simplesmente perguntar quanto você tem na carteira e, adivinhe, ficar com sua grana! Também não aconselho tentar fotografar a blitz num impulso jornalístico de registrar o momento, pois depois eles mandam vc apagar tudinho da máquina...


Ok, voltemos à parte das praias. Com a moto, pudemos percorrer locais mais distantes - o que inclui, obviamente, as praias do sul da ilha. Aí sim vale a pena! Aí sim percebi que meu imaginário começava a virar realidade.
Nusa Dua, Gerger, Padang Padang (e lembrei da antiga famosa barraca de Salvador que ia com meu pai quando criança), Sanur...












...e, na minha opinião a melhor  de todas Ulu Watu! Paraíso dos surfistas e o local com a maior concentração de brasileiros por metro quadrado em Bali. Para se ter acesso à praia, primeiro é preciso subir, subir e subir uma espécie de montanha, de moto claro! Depois de estacionar a moto na entrada para a praia, prepare-se para...descer!








Não deixe a preguiça lhe abater, vale muito a pena e todo esforço será recompensado. A medida que vamos chegando perto da praia, vamos passando por diversas lojinhas de surf fazendo conserto de pranchas e o cheirinho de parafina vai tomando conta do ar. Até que, finalmente, atravessamos uma estreita saída de pedras e...voilá!








Maré baixinha, água super ultra transparente, muitos peixinhos e, ao fundo, ondas, muitas ondas.... Deixem-me pegar umas fotinhas emprestadas para mostrar melhor...










Muy bien, depois de cutir a praia, suba um pouquinho e vá ver o por do sol no BluePoint Hotel, onde por 250 mil rupias você tem direito a uma refeição um suco e uso irrestrito da piscina fantástica deles...encerrando seu dia com chave de ouro!








Gostaram? Eu amei!


That´s all Folks!


Fotos: Andrea Bessa